Violencia contra la niñez en Angola: la respuesta institucional desde la perspectiva de la intervención policial en la provincia de Luanda

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.37293/sapientiae121.06

Palabras clave:

Intervenção policial, protecção infantil, violência contra crianças

Resumen

Este artículo analizó la respuesta institucional frente a la violencia contra la niñez en la provincia de Luanda, desde la perspectiva de la intervención policial, con especial atención a los municipios de Cacuaco y Viana. La investigación adoptó un enfoque cualitativo y recurrió a la revisión bibliográfica y documental, complementada con entrevistas semiestructuradas realizadas a cinco oficiales de policía con experiencia en la atención y derivación de casos que involucran a niños víctimas de violencia. Los datos recopilados fueron sometidos a análisis de contenido. Los resultados evidencian que el abandono infantil, los malos tratos físicos, las agresiones psicológicas y los abusos sexuales constituyen las formas de violencia más frecuentemente registradas. Entre los principales factores asociados destacan el alcoholismo, la pobreza, la desestructuración familiar, el desempleo y determinadas creencias culturales perjudiciales, como las acusaciones de brujería contra los niños. El estudio demuestra además que la dependencia económica y emocional de las víctimas respecto de sus agresores favorece la perpetuación del silencio y dificulta la denuncia de los casos. Los resultados indican también la existencia de un déficit de coordinación entre la actuación policial y los servicios locales de asistencia social. Se concluye que el fortalecimiento de la respuesta institucional requiere la estandarización de los procedimientos policiales, el refuerzo de la coordinación interinstitucional y la consolidación de la red de protección de la niñez a nivel comunitario.

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Publicado

2026-07-15

Cómo citar

Boma, M. R. C. (2026). Violencia contra la niñez en Angola: la respuesta institucional desde la perspectiva de la intervención policial en la provincia de Luanda. SAPIENTIAE, 12(1), 74-86. https://doi.org/10.37293/sapientiae121.06