Luta operária feminina na indústria têxtil: o caso das trabalhadoras da “La Corona”, Puebla, 1900–1910

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37293/sapientiae112.10

Palavras-chave:

Gênero, Indústria de Meias, Organização Sindical, Greves, História do Trabalho

Resumo

Este artigo analisa a experiência das trabalhadoras da fábrica La Corona em Puebla durante a primeira década do século XX, com atenção especial à greve de 1912. O objetivo central é demonstrar que a história das operárias poblanas não pode ser compreendida de forma isolada, mas como parte de um processo global de inclusão feminina na classe trabalhadora. Sob essa perspectiva, destaca-se que as mulheres não apenas participaram das dinâmicas fabris, mas também se constituíram em agentes decisivas na transformação das relações laborais e sociais. A pesquisa se insere no campo da história social e do trabalho, utilizando uma abordagem qualitativa e documental. A análise baseou-se em fontes primárias localizadas no Arquivo Geral da Nação, especificamente na Coleção do Departamento do Trabalho, o que permitiu recuperar depoimentos e documentos que registram demandas salariais, conflitos entre trabalhadores e patrões, bem como denúncias sobre as condições de desigualdade enfrentadas pelas mulheres. Técnicas de crítica documental e triangulação com estudos historiográficos recentes possibilitaram reconstruir o contexto em que surgiu a protesto e situar a agência feminina dentro das lutas operárias do período. Os resultados mostram que, embora a greve de La Corona não tenha conquistado melhorias imediatas, representou um marco na visibilização das demandas femininas. As trabalhadoras, desafiando o paternalismo patronal e as expectativas de gênero, expressaram coletivamente reivindicações sobre salários, jornada de trabalho e maus-tratos laborais.

Referências

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Publicado

2026-01-15

Edição

Secção

Documentos Vários

Como Citar

Muñoz Asseff, D. (2026). Luta operária feminina na indústria têxtil: o caso das trabalhadoras da “La Corona”, Puebla, 1900–1910. SAPIENTIAE, 11(2), 267-284. https://doi.org/10.37293/sapientiae112.10